domingo, 4 de agosto de 2013

A Questão Capixaba

Em uma sociedade utópica os seus líderes são escolhidos pelas sua ideias. Eles apresentam os seus planos de governo, as pessoas avaliam e decidem segundo a conveniência através do voto.
No Espírito Santo, assim como no resto do país sabe-se que não é exatamente através do plano de governo que se ganha uma eleição. Para conseguir a maior parte do eleitorado a seu favor necessita-se de todo um material que consome muito dinheiro. Publicidade na TV, pessoas nas ruas, outdoors em todos os lugares possíveis, carros de som, dentre outros. E esses são apenas os meios legais. Embora sem grandes casos divulgados é certo que existe um grande sistema de compra de votos, aliciação e ações que demandam quantias astronômicas.
A unica forma de arrecadar esse dinheiro de maneira rápida é através de doações de empresas particulares, que no caso do Espírito Santo tem grande destaque a Rodosol que patrocinou o atual governador Renato Casagrande e uma série de deputados estaduais.
Passado as eleições se constatou que o investido teve seu retorno, os candidatos da empresa particular foram eleitos, agora eles irão trabalhar durante quatro anos para o bem estar da população desde que não interfira nos lucros de quem os ajudou a chegar onde estão.
Tudo estava caminhando bem até meados de 2013 quando o Brasil foi tomado por uma efervescência política e as reclamações no estado capixaba dentre várias reivindicações estava a retirada do pedágio. Momento tenso. Respondido com altas doses de autoritarismo, digno do ápice da ditadura militar.
Ao contrário do que imaginava os governantes o movimento não acabou, ele se intensificou e se politizou mais, porém as cancelas da terceira ponte ainda funcionam, ainda dão lucro diário exorbitante para a Rodosol, por quê? Simples, se Casagrande e sua corja se rebelarem contra a Rodosol, a mesma apoia nas próximas eleições outro político.
Casagrande assim como uma série de políticos não estariam em seus cargos se não fossem o dinheiro de empresas particulares, sim, eles cederam a uma forma de corrupção, e não quebrarão com a confiança dessas empresas, assim o pedágio capixaba está longe de parar de funcionar e a culpa maior não é apenas de determinado político e sim da corrupção do eleitor que dá o primeiro impulso para o efeito dominó da sujeira que encobre todo o solo espírito santense.
Uma medida eficaz, porém extremante questionável seria se o eleitor tivesse o hábito de patrocinar o seu candidato, assim como ocorre nos Estados Unidos, por exemplo, dessa forma os candidatos não estariam na mão de alguma instituição logo após serem empossados, ou simplesmente procurassem saber das propostas em si e votar simplesmente em cima delas. Enfim, necessita-se de uma mudança que comesse da grande massa para que afete os seus líderes para então retornar positivamente a ela.
O Brasil sempre foi o país de corrupção, espera-se que essa grande movimentação popular traga uma onda de ideologias e ações que supere o passado vergonhoso mesmo não causando mudanças bruscas imediatas.

Igor Ferreira 

2 comentários:

  1. Meu caro, o texto tá bom. Mas nos EUA, muito mais do que aqui, os candidatos são financiados pelas grandes empresas. Há inclusive um forte movimento pela proibição de contribuição empresarial para campanhas de candidatos lá, pois as grandes empresas (corporações, como eles falam) sequestraram os governos.

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    1. Concordo, apenas citei os EUA para dizer que existe uma alternativa para arrecadação de dinheiro nas campanhas eleitorais, em momento algum disse que o modelo americano deve ser seguido em sua totalidade. Quis apenas mostrar que a população pode dar uma opção para que políticos honestos, com bons planos de governo não sejam obrigados a ficarem futuramente a mercê da iniciativa privada.

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